sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Absurdo - Vanessa da Mata


Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem infértil do deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados

Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar

quarta-feira, 23 de junho de 2010

QUE AMOR ?

Enquanto houver seres diferentes respirando no espaço em que o humano diz ser dele, ele matará e destruirá. Enquanto houver coisas para explorar ele tomará posse, invadindo e roubando o que não é dele. Morrerá aos poucos, pois um dia o egoísmo será reconhecido como pragas, morte, calor, agonia e falta de ar. Um dia ele olhará ou seu redor e perguntará: Por quê? E não haverá resposta, pois ele matou até sua própria raça, reclamando e odiando tudo aonde chegamos loucos por dinheiro, pois estamos nos abrigando para desabrigar os animais, sendo desumanos com nossa única casa. Descriminando a terra em que pisamos, gerando fumaça para matar nossa nação que consome sem pensar que podemos ser melhores do que somos. É tão absurdo que chega dá dó de seres tão burros porque saber que algo tão perfeito está sendo sugado por parasitas sem sabedoria é realmente lamentável.





quinta-feira, 17 de junho de 2010

ERA PRECISO ?



Talvez nosso futuro seja tragar fumaça ao estragar o que a natureza nos deu de bom grado. Difícil entender como um ser pode destruir tudo que vê, e basta colocar a cara ao vento para notar que o fim está a dois passos de nós. Enquanto sua indiferença lhe ama, o prejuízo derrama o reflexo do homem, tornando o que era um terreno de paz, em um campo de batalhas, numa guerra injusta onde o vital é totalmente vulnerável. Um cenário mesquinho, totalmente sem pé nem cabeça toma o espaço de seres que são incapazes de compreender a maldade alheia, tornando a guerra, sem vitoriosos. Sinto-me preso em uma caixa, que se fecha cada vez mais rápido e só vejo indivíduos inúteis contribuindo para que a escuridão tome nosso consciente e a cada segundo que passa, me perco em inexistência, quase calando minha voz que grita no vácuo, mas sem deixar de acreditar na esperança de que alguém escute antes que eu fique rouco.